Teoria do “E se…” versus teoria do “E então…”

Acabamos falando bastante que as pessoas devem ser felizes por elas mesmas, ou seja, que é preciso estar bem consigo mesmo para depois se abrir ao mundo, às outras pessoas, às oportunidades. O ser feliz com você mesmo não quer dizer que você tem que ficar sozinho ou ser feliz apenas sozinho (ou ser feliz sozinho primeiro para depois ser feliz com uma pessoa – a vida nem sempre é linear, com passos e mais passos, seguidos, medidos, temporalmente dispostos).

Eu acho que todo mundo precisa de alguém, você precisa, eu preciso, todo mundo quer alguém. A questão é que a resposta não pode estar apenas nesse outro, entende? Algumas coisas devem ser respondidas pela gente apenas, pois há perguntas que só fazem sentido dentro da gente, da nossa história, da nossa vida. Mas ter alguém é importante e pode ser ótimo. Por que esta outra pessoa não pode ser legal neste momento? Por que não tentar, dar a cara a bater, sentir-se vivo e produtivo? Não existem “sins” e “nãos” definitivos. E nem receitas.

Guarde os momentos que viveu com o seu ex como sendo importantes, eles foram importantes na sua vida e te ajudam a ser o que é hoje. Somos constituídos de todas essas coisas (contraditórias ou não, agradáveis ou não). Guarde-as na lembrança. Apenas isso. Não teria sido diferente e nada de pensar “e se”, “e se”… É o que é. Não perca tempo fazendo o exercício do “e se”. Pense no agora, no que possui, no que pode desenvolver. E se você se apaixonar de novo? Isso sim é uma coisa a se pensar. Que tal começar a teoria do “e então”? E então você passou a se valorizar mais, e então você conseguiu um novo emprego, e então você conseguiu se olhar de frente, e então você achou um caminho possível.

E então você pode descobrir algo novo em sua vida, um curso novo, uma turma nova de amigos, uma coisa que sempre teve vontade de fazer e nunca fez pelos n motivos que encontramos para não fazer algo: tempo, dinheiro, carreira, família, medo, cachorro…. Por que não fazer algo diferente  nas horas vagas? Não quer dizer que isso vá ser a sua profissão ou o seu ganha-pão. Os cursos não têm que ser atestados de definição do seu caminho profissional. É apenas um curso que pode te trazer bons momentos. Concursos têm todo ano. Vagas também. Acarinhar-se a si mesmo pode ser uma boa neste momento. “E então” você foi lá!

Beijos a todos!

Anúncios

Autor: Fabio Scorsolini-Comin

Psicólogo, mestre e doutor em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP). Atuo como professor universitário e, nas horas vagas ou não, tenho como companheira a literatura. Este blog se destina a interessados em literatura, Psicologia, comportamento e toda sorte de assuntos que rendam uma boa conversa.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s