Dando uma chance…

Coração

PRA CIMA

Escrito embaixo

FRÁGIL

Este é um dos poemas mais interessantes do Paulo Leminski. Há pessoas que estampam este poema no peito, no parachoque do caminhão e no escudo chamado alma. Não custa nada tentar se dar uma chance de ser feliz, pelo menos de vez em quando. Há pessoas que não abrem a menor brecha para a felicidade passar. Mas elas não vão admitir isso: vão usar recursos como a falta de tempo, a crise financeira, a prova no dia seguinte, o trabalho que começa cedo, o namoro que acabou de terminar, a falta de experiência, a timidez, a taxa de juros, o fim do IPI reduzido, a falta de iluminação no bairro, a falta de carona, o terremoto no Chile e qualquer outro cataclisma que atrapalhe, de alguma forma, a sua felicidade. Há pessoas que se privam do básico, que é ter a alegria mínima para estar vivo.

Se você é rígida demais consigo mesma, está na hora de tentar deixar a porta entreaberta, pelo menos, pois a luz pode entrar pelas mínimas frestas. Por que você não vai sair com as suas amigas hoje, se é feriado? Por que você não vai tentar conhecer aquele rapaz que está a fim de você faz tempo? Por que não vai deixar aquele outro rapaz olhar para você sem uniforme de escola? Por que não vai encarar o seu alvo de frente, sem medo do que ele vai pensar? Por que tem medo de sofrer, suponho. Esconder-se do sofrimento pode ser um caminho para esconder-se da felicidade também. Acredite: seu coração não é de vidro para quebrar com qualquer pancada, ele não derrete se tomar chuva e ele não explode se você incendiá-lo com uma nova paixão.

Você não vai quebrar, derreter ou explodir se gostar de alguém, se sair com alguém, se deixar que te roubem um beijo, um abraço ou um convite para algo mais ou mesmo um repeteco no dia seguinte. Vá por mim: coração é flexível e também resiliente. Se você leu isso e já perdeu um pouquinho daquele medo do novo, aceite o convite para sair sabendo que tudo pode acontecer, inclusive você gostar e pedir bis. Afinal, seu coração não é caixa de papelão para ter aviso de fragilidade.

Beijos e boa sorte!

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Autor: Fabio Scorsolini-Comin

Psicólogo, mestre e doutor em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP). Atuo como professor universitário e, nas horas vagas ou não, tenho como companheira a literatura. Este blog se destina a interessados em literatura, Psicologia, comportamento e toda sorte de assuntos que rendam uma boa conversa.

3 comentários em “Dando uma chance…”

  1. Ah Fabito,
    Como eu te disse esse post foi bem direcionado né?! :p
    Adorei tudo o que escreveu e concordo.
    Sempre aconselho isso pra os outros, mas sabe aquela frase: “faça o que eu digo não faça o que eu faço”?
    Acho que preciso seguir os meus conselhos também.. aiai..
    Mas é difícil.. E como é difícil tirar o escudo do nosso coraçãozinho.. hehe
    E olha a coincidência! O Lucas e eu estávamos conversando sobre isso ontem mesmo!
    Só pra reforçar… Mandou muito bem no assunto! 🙂
    Beijos

  2. Aline,
    que bom que gostou do post. É natural a gente visualiar mais aquilo que o outro precisa do que a gente. Mas esse é um exercício constante. O importante é não ter medo de sofrer, de perder, de machucar de vez em quando. Nosso coração é mais total flex do que a gente imagina, rs! Ele sabe sofrer, mas também sabe ser feliz.
    Beijão.

  3. É verdade! O medo de sofrer, às vezes, nos impede de abrirmos o coração… mas, o amor é tão lindo e gostoso que vale a pena abrir tudo (rs)!!!
    Amei o texto!! Amei a foto!! Tocou a alma!

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