Crer no impossível, como Alice

Cena do filme "Alice no país das maravilhas" (2010), na qual a protagonista procura por um coelho (que usava relógio) que acaba de entrar em um buraco no jardim. Para onde ela irá depois? Esse é um dos caminhos (im)possíveis de Alice.

Ontem fui assistir ao filme “Alice no país das maravilhas”, do diretor Tim Burton. Em um dos trechos, o pai de Alice dizia que, antes de tomar café da manhã (chá), ele tinha seis pensamentos impossíveis. O filme é, em si, uma crença no impossível, uma história contada em um universo onírico ao qual se tem acesso por um buraco no jardim, em que pessoas aumentam e diminuem de tamanho bebendo líquidos ou comendo bolos, onde animais falam e gatos não apenas riem como também evaporam. O filme lança um ótimo desafio ao questionar se as personagens de Alice e do Chapeleiro estariam/seriam loucas. A essa pergunta o próprio filme responde: essas são as melhores pessoas! Alice é desafiada a escolher os caminhos que quer trilhar, sempre tendo que responder à pergunta: “Para onde?”. E é aí que o impossível passa a ser possível, até Alice completar a sua saga (não só no país das maravilhas, como também no mundo real). Alice escolhe acreditar que o impossível pode acontecer.

E hoje recebi um e-mail divulgando um lindo projeto que ocorre no Hospital Mario Penna, de Belo Horizonte. Ele se chama “Doe palavras” e consiste em algo bem simples: pessoas mandam frases curtas (como no twitter) para as pessoas que estão internadas e seus familiares, mensagens de esperança, de fé, de energias positivas. Essas frases vão para um telão e todos as leem, o dia todo. Os pacientes adoram receber as mensagens de força vindas de várias partes do país. É muito fácil contribuir com o projeto. É só mandar a sua frase no site http://www.doepalavras.com.br

Para quem está no twitter, é só mandar a mensagem e, ao final, colocar #doepalavras

Eu coloquei a divulgação do projeto no meu twitter também, vejam lá: http://twitter.com/scorsolinoff

Será que essas mensagens vão ajudar na recuparação dessas pessoas? Não parece meio impossível acreditar nisso? Eu gostaria de desafiá-los a crer no impossível participando deste projeto. Há muitas pessoas querendo receber o nosso abraço hoje, ainda que a distância. Eu acredito nisso e em outras cinco coisas (im)possíveis nas quais pensei apenas antes do café.

Um beijo e ótimo domingo a todos!

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Autor: Fabio Scorsolini-Comin

Psicólogo, mestre e doutor em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP). Atuo como professor universitário e, nas horas vagas ou não, tenho como companheira a literatura. Este blog se destina a interessados em literatura, Psicologia, comportamento e toda sorte de assuntos que rendam uma boa conversa.

4 comentários em “Crer no impossível, como Alice”

  1. Querido Fabio,

    Sabe, eu me sinto como a Alice no trecho que você destacou em verde! O que me falta um pouco é acreditar no impossível, ou seja, no possível! rsrs Não assisti ao filme ainda, mas, pelo que você descreveu, é assim que tenho me sentido!
    Temos que sempre escolher o caminho e acreditar!!! Ainda mais quando os sonhos se relacionam com o fazer o Bem!
    Você sempre me dá essa grande força de responder: para onde? e acreditar!!
    Lindo post!
    E adorei saber sobre esse lindo projeto! Vamos ao twitter!

    Bjos,

    1. Querida “Alice”!

      Na vida da Alice do filme, há uma confusão só. Tudo acontece ao mesmo tempo, ela não sabe se está sonhando ou não, ela é questionada se é mesmo a “Alice” a que todos procuravam, ela tem que resolver seus problemas no mundo subterrâneo e no mundo externo. Uma porrada de coisas para uma jovem, ainda. E ela consegue dar conta de tudo isso, acreditando que é possível! É uma história belíssima. Talvez seja a sua também.

      Beijos!

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