O balanço (das ondas) de 2010

Muitas pessoas não gostam de fazer um balanço de suas vidas, de pensar nas coisas que vêm dado certo e nas rotas que precisam ser ajustadas. Isso é estar exposto à crítica, à análise do outro, uma análise que nem sempre pensa em nosso melhor, mas naquilo que não conseguimos, no ponto ao qual não chegamos. O fim do ano, em contrapartida, é um momento em que estamos sim mais leves para esta análise, talvez pelo fato de que esta reflexão não vem apenas com uma dose de crítica, mas com planos e mais planos para o ano seguinte. É nessa fase do ano que a gente pode livremente experimentar a esperança, traçar planos e simplesmente desejar! Um emprego novo, o namoro há tanto tempo esperado, um filho, uma casa, um destino milionário. É um tempo também de jogar: jogar fora as roupas que não nos servem mais, jogar cadernos velhos, jogar os búzios, as cartas, jogar na mega-sena, esperando acertar uma senha maravilhosa de seis números que significam, na mística do jogo, a solução para todo e qualquer problema. Acreditem: nenhuma mudança tem o poder de mudar a nossa vida se a gente não estiver disposto a mudar junto. Se a cabeça não muda, você pode mudar de casa, de cidade, de emprego, de amigos, de casamento, de remuneração, é inútil.

Ondas, ondas, ondas... vamos pulá-las?

Mas o ano está acabando mesmo e não vamos entrar nas dificuldades do processo de mudança. Vamos pensar naquilo que nos ajuda a mudar! Nesse processo, muita coisa é válida: jogue sim as suas cartas, mentalize coisas positivas, pense bem e pense no bem, queira um 2011 de presente, todo cheio de enfeites, surpresas e possibilidades. Não sei se as feitiçarias do fim de ano podem nos trazer aquilo que buscamos. Mas sei perfeitamente que trabalhar duro, agradecer pelo que se tem, respeitar o outro, ter fé em si e no humano, amar a sua vida e não esmorecer diante das dificuldades são ferramentas fundamentais para um ano de conquistas, quaisquer que sejam.

Pule as suas ondas (7, 14, 21), jogue as suas dezenas (10,11,54,51,42,43), faça os seus pedidos (3), dê bom princípio a uma criança (R$10), e lembre-se que nem tudo são números, nem tudo são simpatias, mas tudo pode ser melhor sim, se a mudança começar de dentro.

Beijo, abraço, cheiro e muitas ondinhas em 2011 para você que as pula, religiosamente!

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Autor: Fabio Scorsolini-Comin

Psicólogo, mestre e doutor em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP). Atuo como professor universitário e, nas horas vagas ou não, tenho como companheira a literatura. Este blog se destina a interessados em literatura, Psicologia, comportamento e toda sorte de assuntos que rendam uma boa conversa.

2 comentários em “O balanço (das ondas) de 2010”

  1. Fábio,

    2010 foi um ano diferente pra mim. Difícil, desconhecido e doloroso. Mas olhando pra ele agora, num dia de domingo, no primeiro de 2011, percebo o quanto ganhei, o quanto tive que aprender quem era esse cara aqui e vc, meu amigo, me ajudou. M U I T O.
    Palavras não existem para expressar minha gratidão ao seu carinho, a sua generosidade. Obrigado meu querido. Não nos conhecemos pessoalmente, mas vc está sempre em minhas orações.
    Pra você, um 2011 da maneira que vc escrever, um 2011 da maneira que vc quiser, por que sempre, sempre, será especial.
    Felicidades.

    1. Ô querido, você é o leitor mais especial que eu tenho, com certeza um presente de 2010. Desejo-lhe tudo de melhor neste 2011 e que seus sonhos, quaisquer que sejam, se tornem realidade. Você merece toda a felicidade do mundo! Beijo grande e arrase em 2011!

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